Conheça-nos.

Minha foto
Brasília, DF, Brazil
Cláudia Falluh Balduino Ferreira é doutora em teoria literária e professora de literatura francesa e magrebina de expressão francesa na Universidade de Brasília. Sua pesquisa sobre a literatura árabe comunga com as fontes do sagrado, da arte, da história e da fenomenologia em busca do sentido e do conhecimento do humano.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Feminismos árabes: um século de combate,por Leila Tauil.


São inestimáveis as participações dessas excepcionais mulheres marroquinas e tunisianas na busca dos direitos femininos no mundo árabe! Em um momento em que no Brasil assistimos com grande choque o levantar da lona podre onde se escondiam violência feminina, humilhação e assassinatos diários recorrentes, um livro como o de Leila Tauil, que do lado africano clama, é um elo a unir mulheres mundiais. 

Diga-nos, Leila, sobre as mulheres de seu país! Conte-nos sua história, seus anseios!

Fale-nos, Leila, sobre suas lutas e extremoso amor que as leva, como mães, como mulheres, como amantes, como trabalhadoras, como vozes, enfim, na busca do absoluto que vem do DIREITO! 

Conta-nos, Leila o que pode ser a transcendência feminina árabe, que passa por caminhadas as vezes sisifianas e serralhos emudecedores, por ruelas perdidas em medidas obscuras! 

Grita, Leila Tauil, o caminho até mirantes onde a liberdade é vista como alcançável, jamais miragem, jamais 'moucherebieh' desonroso e velado, mas sim, raciocínio e lucidez sobre desejos de honra, verdade, empoderamento feminino no mundo magrebino!
Ah, elas nunca deixaram a fé, a espiritualidade , tampouco a doçura dos 'Doigts de Zenobie' para honrar filhos e família, tampouco o olhar do amado, quando o amado é verdadeiro. 

Fala-nos, Leila, conta-nos sobre mulheres do Marrocos e Tunísia!

Cláudia Falluh, primeira postagem de 2019!

segunda-feira, 19 de março de 2018

Mundos marroquinos: literatura e civilização


Caríssimos, estão todos convidados para esta palestra hoje , 19 de março, às 19h, na Cooplem Idiomas -711Norte -, sobre o Marrocos, aspectos de sua civilização e de sua extraordinária literatura!

Abraços,

Cláudia Falluh

domingo, 19 de fevereiro de 2017

"Mundos árabes: poéticas, estética e testemunho dos desertos."


"Mundos árabes: poéticas, estética e testemunhos dos desertos."

Chamada para publicação da Revista Cerrados, número 42, Volume I/2017

Imagem de Diaa Azaoui, artista iraquiano.

Do Golfo ao Mediterrâneo, do Iraque à Palestina, da Síria ao Marrocos, de Andaluzia à Africa, os entrecruzamentos do mundo árabe querem trazer à luz seus mais íntimos Diwans e sua poética.
É tempo de deixar que os ventos de verdade e de pureza soprem sobre os conteúdos literários destes mundos árabes e tragam à superfície a beleza do conhecimento do homem através do texto que passa por todas as fronteiras desta multiculturalização essencial, saindo assim das tendências gregárias obliterantes e marginalizadoras que confinam este mesmo mundo árabe ao desconhecimento pelo outro e do outro.


No âmbito da plural literatura árabe, a questão identitária, as sucessivas e dramáticas diásporas, o dano integrista,  as migrações e êxodos, os colonialismos e os pós-colonialismos, as tradições e prelúdios que permeiam a narrativa e a poesia árabe, a gênese poética, a crítica e os diálogos entre esta mesma literatura e as artes – assim como as expressões iconoclastas, são temas visados neste número.  Eles vão pari passu com a geração da narrativa, as estratégias do sentido, as metamorfoses do imaginário que quer conhecer a psicologia do romance árabe, sem esquecer desejo e memória inalienáveis, sagrado e profano inconsúteis, masculino e feminino em suas (quase) inconciliáveis vivências.  
Qual a contribuição da crítica intelectual ocidental e oriental – não contradizendo Goethe, antes relembrando-o   _  a estes acontecimentos que levaram à uma metamorfose da literatura? Quais cânones e sistemas de valores são montados e desmontados, quais reações de aceite ou de pura recusa são erigidos quando o texto é um texto árabe?

Estas referências literárias que ultrapassam as fronteiras rumo a formação de um sentido literário expandido de Mundos Árabes diversos é que são os objetivos do número 43, volume I do ano de 2017 da revista Cerrados. Prazo de entrega 30 de abril de 2017.

Cláudia Falluh Balduino Ferreira
Editora-Chefe

A editoria da revista Cerrados aceita artigos em  inglês, francês e espanhol e para este volume, em árabe.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Erotismo, liberdade do amor e misticismo em "Un thé au harem de la princesse Lumière"


"Un thé au harem de la princesse Lumière" (Paris: L'Harmattan) é a revelação perfeita da alegria dos sentidos sem remorso. Viver só vale se for por um corpo a corpo frenético, e belos versos, imagens gourmandes ilustram um hedonismo risonho ou exasperado: "Maintenant que la nuit et jeune/ et que nos corps on bu l'explosion". Ao mesmo tempo amante exigente e maternalmente enternecida, a amante está consciente desses "rythmes inégaux et désespérés".
Oriente e ocidente unem-se em uma dupla convocação-evocação ao amor carnal "Je crie ma joie/ dans le sucre délicat de ta langue", ou do amor místico "Oh, nuit généreuse/ laisse-moi être la servante/ De celui qui sert le Donateur".

Para ler só ou... muito bem acompanhado!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

III Jornada Literatura e Espiritualidade. O sagrado em tempos de cólera.


Estimados leitores do Blog Literatura magrebina Francófona, saudações!

Nesses tempos em que homens encolerizados e mergulhados na crença da inutilidade do sagrado e da fé em proveito do nada que julgam ser tudo, realizar a III Jornada Literatura e Espiritualidade é um desafio e uma provocação.
Encontrar as manifestações dos ancestrais ritos e cerimoniais e das emanações de uma profunda fé e respeito do humano ao Uno, de que forma for, nas prosaicas e repetitivas manifestações da tarefa e exercício quotidiano de uma humanidade desalentada pelo fluxo dos dias e pela perda da memoria, é mais que uma provocação e um desafio: é uma singela constatação. Sim, singela e lúcida, quase automática, pois na simplicidade dos desdobramentos de atos e vivência recobertos hoje pela racionalidade suposta e pela exclusão da espiritualidade é que mais forte se encontra a própria espiritualidade... 
A tentativa de conhecer estes meandros de uma contradição que é dito de certeza, é tarefa dos pesquisadores presentes na III Jornada Literatura e Espiritualidade, na Universidade de Brasília.
Um evento do departamento de Teoria Literária e Literaturas e do Programa de Pós-Graduação em Literatura Poslit.




terça-feira, 19 de julho de 2016

III Jornada Literatura e Espiritualidade.


Caríssimos, com a III Jornada Literatura e Espiritualidade chegou novo tempo de colocar em movimento todas as referências sobre o sagrado e a espiritualidade no seio da literatura e fazê-las circular, por sua conta e risco nos ambientes mais inusitados: na violência, no capitalismo, no suposto vazio da ausência, nas construções mais supostamente neutras do símbolo, nas parcelas do coma humano de Deus... Na seara literária revisitada revive-se a aspiração do surgimento de um sentido novo e comum entre literatura e espiritualidade.

Convidados especiais:
Suzi Frankl Sperber, UniCamp: "Manifestação do sagrado no âmbito do Capitalismo".

Dom João Evangelista Martins Terra, Bispo Auxiliar Emérito de Brasília (Prêmio Jabuti), autor de Deus dos indo-europeus. Zeus e a proto-religião dos indo-europeus. Recebeu o prêmio Jabuti. (São Paulo: Loyola). 2001.Os mistérios da vida de Jesus (São Paulo: Editora Ave-Maria). 2009. e Novo Testamento. Edição de Estudos 2ª ed. (São Paulo: Editora Ave-Maria)

A III Jornada acontecerá dia 18 de agosto, na Universidade de Brasília, a partir das 0-8h30 até às 18h, no Auditório I do Instituto de Biologia.
Grande abraço a todos e tudo de bom!

Cláudia Falluh Balduino Ferreira

terça-feira, 3 de maio de 2016

"O primeiro amor é sempre o último" de Tahar Ben Jelloun, agora em espanhol, por Marcos Calligaris.


Cada vez mais a literatura magrebina (Norte Africano, Marrocos, Tunísia e Argélia) alcança os territórios da América do Sul. Especialmente contamos hoje com o lançamento da tradução para o espanhol da obra de Tahar Ben Jelloun "Le premier amour est toujours le dernier", agora com o título em espanhol  "El primer amor es siempre el último" uma publicação de Alción Editora. Esta tradução primorosa foi  feita pelo argentino Marcos Calligaris, e com prefácio de Cláudia Falluh Balduino Ferreira, hoje ela está a venda nas melhores livrarias argentinas!
Tahar Ben Jelloun é um dos maiores escritores marroquinos, cuja obra vasta e numerosa está traduzida em muitos idiomas e já ganhou as mentes daqueles que pensam  mulher, o encontro, a palavra poética munida da força do sagrado e também das profundas contestações da psiqué masculina em torno do feminino, amoroso ou brutal... São dele os romances L'enfant de sable, La nuit sacré, (Prix Goncourt)  Partir, Les yeux baissés e dezenas de outros, além da poesia elegíaca que arremata sua obra.



O jovem e competente tradutor Marcos Calligaris já mostrou a habilidade de sua tradução refinada com "El primer amor es siempre el último". Calligaris acaba de traduzir igualmente "Vu, lu, entendu" do escritor marroquino Driss Chraibi, falecido em 2007. A obra de Driss Chraibi conta atualmente com treze romances de temas variados, cuja escrita desposa os contornos de sua história pessoal contanto-a seja de forma revoltosa como contestadora, seja com humor. Junto com Tahar Ben Jelloun, Driss Chraibi é um dos escritores que mais dá à literatura marroquina de língua francesa o brilho especial com que conta há várias gerações!
Longa vida pois, à literatura marroquina, a Marcos Calligaris e a todos os tradutores que se empenham com sua arte em divulgar as confecções do espírito humano pelo mundo!

Cláudia Falluh Balduino Ferreira
Brasília-Brasil-2016

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Gacetilla Biblioteca Marroquí - Um trabalho magrebino na Argentina!


Estimados leitores, é com muita satisfação que publicamos o acervo da
 Gacetilla Biblioteca Marroquí, sob a organização do poeta e tradutor argentino,  Leandro Calle! Este intenso trablaho realizado pelo poeta intensifica os diálogos entre o Magreb na América do Sul!


Aproveitem!

Gacetilla Biblioteca Marroquí


Biblioteca Marroquí

Dirección de la biblioteca: Leandro Calle
Editorial: Alción Editora (Córdoba) de Juan Carlos Maldonado.

Comienzo: 2011
Títulos publicados:

1)     Los frutos del cuerpo (poesía) de Abdellatif Laâbi. Traducción del francés: Leandro Calle.
2)     Barranda (Nouvelle) de Abdelkader Chaui. Traducción del árabe: Ignacio Ferrando.
3)     África (Teatro) de Roberto Arlt con Introducción de L. Calle.
4)     Leer hoy el Corán (ensayo) de Rachid Benzine. Traducción del francés: L. Calle.
5)     El linaje de la eternidad (poesía). Traducción del árabe: Abdellatif Zénan.
6)     El examen y otros cuentos ceutíes (cuentos) de Mohamed Lahchiri. Con introducción de Cristián Ricci de la Universidad de California.
7)     Antología poética (poesía) de Abdellatif Laâbi. Traducción del francés y postfacio de Leandro Calle.
8)     El primer amor es siempre el último (relatos) de Tahar Ben Jelloun. Traducción del francés de Marcos Caligaris. Prólogo de Cláudia Falluh Balduino Ferreira.

En preparación:

Cuerpo Luz (poesía) de Siham Bouhlal. Traducción del francés de L. Calle.


Intención de la Biblioteca marroquí: fue una propuesta que le hice a Juan Carlos Maldonado dueño y director de Alción Editora y que él acogió muy generosamente. Mi intención personal ha sido abrir las ventanas a nuevas literaturas y nuevas voces. A través de dos viajes a Marruecos, me di cuenta que se conocía poco y nada la literatura marroquí en nuestro país. Y también soy consciente de cierta endogamia y enrarecimiento de la atmósfera literaria que suele haber en el medio. Una manera de ayudar es abrir las ventanas y oxigenar el ambiente.
Todos los autores que han sido publicados son autores reconocidos en Marruecos y en Europa. Por ejemplo, Abdellatif Laâbi es un reconocido intelectual y luchador político. Preso durante la feroz dictadura de Hassan II. Se lo reconoce como uno de los escritores más importantes de expresión francesa en Marruecos. Ganador del premio Goncourt y muchos más. Los dos libros editados en Alción son las primeras ediciones en Argentina y de las primeras que existen en América Latina.
Abdelkader Chaui, está considerado uno de los novelistas más importantes en lengua árabe de Marruecos. Actualmente es Embajador en Chile. Expreso político, sus testimonios y novelas han contribuido a la búsqueda de la justicia en su país. Hace pocos años fue homenajeado en el SILA (Salón Internacional del Libro Africano).
Rachid Benzine es un teólogo islámico de condición moderada y abierta. Sus textos y su persona son permanentemente consultados en Francia en cuestiones del Islam.
Ouidad Ben Moussa y Mohamed Lahchiri son escritores reconocidos, ella en lengua árabe y él en lengua española, habiendo adoptado el español del norte marroquí.

La idea de la Biblioteca Marroquí, es presentar la riqueza y la variedad de la cultura marroquí. El hecho de que aparezca Roberto Arlt entre las publicaciones, es también ver cómo Marruecos ha sido recibido en la escritura de extranjeros y viajeros.
Los escritores pertenecientes a los años 60/70 tienen mucha relación a nivel político con las lecturas y compromisos de escritores latinoamericanos. (Caso Chaui y Laâbi).
La colección comenzó en 2011 y llevamos siete libros publicados. Es un esfuerzo hecho a pulmón entre la editorial y el director de la colección. Si bien anunciamos en preparación el libro de Siham Bouhlal, una poeta especialista en literaturas medievales en La Sorbona, hay muchos libros más en gateras a los que falta ultimar algunos detalles. (Relatos de viajes, cuentos, novela, ensayos, historia y poesía).



Contacto:
Con quien dirige la biblioteca marroquí:

(0351) 152391510

Con la editorial que edita la biblioteca (Juan Carlos Maldonado)


(0351) 4233991

segunda-feira, 4 de abril de 2016

domingo, 10 de janeiro de 2016

A Casa Síria. Memória e ficção como avatares do passado.





   Não é simples contar histórias, por mais que seja antigo ao homem e próprio da sua natureza mimética e conservadora. E digo conservar como quem diz perpetuar ou preservar o vivido. O vivido, a experiência, próprias e dos antepassados é espelho no qual as futuras gerações moldarão o futuro, corrigindo traços, aplicando moldes, retirando ou acrescentando à vida o feitio apropriado ao momento, às vicissitudes e à plenitude da existência. Assim, o presente através do passado molda os seus avatares. 
   O romance A casa síria é um dos avatares de uma família, de um homem e de sua geração presente. Nos relatos das histórias do passado, estão germinadas e eclodidas as sementes do outrora, e projetadas as colheitas que o futuro duvidoso permitirá ou não a eclosão.  
   Quem pode dizer do futuro de uma família hoje? São tempos difíceis, estranhos, em que a incógnita sobre os novos tempos que nos superam prevalece, em que a modernidade nos estrangula avançando rápido e indiferente sobre nossos  sentidos, mal deixando-nos um tempo para refletir sobre esta avalanche, porque este tempo carece ser substituído por mais modernidade. Talvez aqueles que a instituam hoje sentirão necessidade no futuro de pensar sobre a outra onda que virá sobre eles, tal como veio sobre a geração da autora de A casa síria? Terão sensibilidade para saber que se tornaram modernamente antiquados e ultrapassados? Serão altivos o suficiente para dizer a total importância do que fizeram sobre o passado e seu legado sobre as gerações futuras? Quem poderá dizer? 
   Houve um tempo, e assim o digo sentindo o tempo, em que esta preocupação com o futuro ficava muito distante no horizonte... Mas o desejo humano de trazer as verdades de seu presente contidas no passado, são até hoje modernas. Não digo procurar por um tempo perdido, mas procurar por uma vida que germinou através de legados memoriais, vivenciais e expressivos em vozes, sonhos e atos.
   A casa síria é uma história que nasce no século XIX e caminha até o dia de hoje. Em sua composição surgem várias vidas, vários tempos, vário amor.

Vendas em: WWW.Amazon.com.br




segunda-feira, 23 de novembro de 2015

http://www.le360.ma/fr/b

NOUS SOMMES UN «PAYS HORS D’EUROPE» !

Par Tahar Ben Jelloun (@Tahar_B_Jelloun) le 19/11/2015 à 19h00

Taher Benjelloun - 2014
log/le-coup-de-gueule/nous-sommes-un-pays-hors-deurope

«Un pays hors d’Europe a permis la localisation des terroristes…» a déclaré M. Cazeneuve devant la presse. Ce pays, c’est le Maroc. Pourquoi le ministre de l’Intérieur français n’a pas cité nommément le Maroc ?
«Un pays hors d’Europe a permis la localisation des terroristes…», a déclaré M. Cazeneuve devant la presse. Ce pays, c’est le Maroc. Pourquoi le ministre de l’Intérieur français n’a pas cité nommément le Maroc ? Est-ce pour le protéger où parce qu’il ne fallait pas dévoiler les services de renseignements qui ont apporté une grande aide à la France? Peut-être aussi parce que le «cerveau» des attentats est d’origine marocaine. Il est né en Belgique et du Maroc il n’avait rien appris ni retenu.
 
Voilà, nous sommes un pays «hors d’Europe». Le terrorisme ne fait pas de différence entre l’Europe et le Maghreb. Il frappe où il peut. Il se trouve que le Maroc résiste bien et que les cellules de jihadistes candidats au meurtre et à la mort sont souvent démantelées et les individus arrêtés. Il a fallu que la France décrète l’état d’urgence et donne beaucoup de pouvoir à la police pour que des assassins soient abattus ou arrêtés. Ce pays «hors d’Europe» est en état d’alerte permanent. Il sait de quoi sont capables ces individus au cerveau lavé et retourné, aux valeurs anéanties et remplacées par la soif du Mal.
 
On sait aussi que les soldats de Daech s’en prennent en priorité aux musulmans tranquilles, ceux qui pratiquent un islam paisible et qui ont reçu une éducation où l’intelligence et la modération vont bien ensemble.  C’est cet islam de la raison et de la civilisation que Daech et ses mercenaires cherchent à détruire. Il faut dire que cette armée composée d’anciens officiers supérieurs de Saddam et de Kadhafi a reçu pas mal d’argent d’hommes fortunés qataris ou saoudiens. Au Qatar et en Arabie Saoudite c’est le rite wahhabite qui est suivi, un rite qui applique la charia à la lettre : lapidation des femmes, mains des voleurs coupées, opposants condamnés à avoir la tête tranchée en public, un simple blogueur fouetté, etc. Cet islam-là n’est pas le nôtre et en aucun cas le peuple marocain ne se reconnaîtrait dans ce wahhabisme qui nie les droits de la femme et tient l’homme pour une fourmi.
 
Le pays «hors d’Europe» entretient de bonnes relations avec cette Europe qui a préféré grossir à l’Est et ne pas regarder vers le Sud. Des pays de l’Est sont aujourd’hui européens, dirigés en majorité par des partis d’extrême droite qui font de la haine de l’islam leur obsession et leur moyen de propagande. Cette Europe fonctionne mal ; elle trouve plus de complicité avec des pays comme le Maroc ou la Tunisie qu’avec la Hongrie ou la Pologne. Et ce n’est pas la police de ces pays qui donnerait des renseignements précieux à la France en lutte contre le terrorisme.

Mais nous n’allons être susceptibles. L’important, c’est que cette lutte est globale, elle concerne tous les pays où la culture et la civilisation sont visées par des jihadistes dont l’ignorance n’a d’égale que leur brutalité.
 

terça-feira, 18 de agosto de 2015



Rentrée littéraire : Boualem Sansal et le Big Brother islamique

Chaque jour, Le Point.fr vous fait découvrir le meilleur de la rentrée littéraire. Aujourd'hui, "2084" de Boualem Sansal.

Publié le  | Le Point.fr
Rentrée littéraire : Boualem Sansal et le Big Brother islamique
CBoualem Sansal a décidément bien du courage. Et de la ressource. Après avoir essuyé des menaces de la part du Hamas parce qu'il se rendait à un salon du livre à Jérusalem, après avoir perdu son métier à cause de ses prises de position contre le pouvoir algérien, et avoir vu son livre Poste restante : Alger censuré par le régime, après avoir fait le parallèle entre islamisme et nazisme dans Le Village de l'Allemand, l'écrivain algérien ose se mettre dans les pas de George Orwell, l'auteur de l'indépassable 1984, avec son nouveau roman. 2084.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Le Prix Goncourt 2015 é argelino!

Caríssimos leitores

Foi com imensa satisfação que soube da premiação do escritor argelino, jornalista de formação Kamel Daoud, 44 anos. É a primeira vez que o prestigioso prêmio é concedido a um escritor argelino. Mais uma vez a literatura magrebina encontra seu devido lugar no panteão dos geniais com o livro Mersault, contre-enquête,. 

  
"Dans cet ouvrage, Kamel Daoud, journaliste auQuotidien d'Oran, raconte l'histoire du frère de l'Arabe tué par Meursault, dans L'étranger de Camus, qui a soif de reconnaissance cinquante ans après les faits, dans l'Algérie contemporaine. L'écrivain a également remporté le prix des Cinq continents de la francophonie 2014 pour ce premier roman. "Vous êtes un écrivain rare car vous vous exposez à la corne acérée du taureau.", a déclaré Régis Debray, membre de l'Académie Goncourt, en remettant son prix à Kamel Daoud. "Vous avez rapatrié L'étranger dans votre culture et fait de Camus un écrivain indigène. Nous allons rapatrier votre enquête dans notre littérature.", a t-il ajouté." (http://www.livreshebdo.fr/article/lacademie-goncourt-regroupe-la-proclamation-de-trois-de-ses-prix) :


A Síria e a literatura: diálogos civilizacionais. Vozes, culturas e literaturas árabes.


Estimados leitores do Blog Literatura Magrebina Francófona.

No dia  15 de abril o grupo de Estudos Literários Magrebinos Francófonos recebeu na Universidade de Brasília o Embaixador da Síria, Dr. Ghassan Nseir. Foi uma excelente ocasião para conhecermos muitas verdades sobre a Síria, país muito querido que hoje sofre dramaticamente as consequencias de uma destruição regulada e covarde, da parte de grupos extremistas financiados, hélas, por potências ocidentais...O encontro contou com a presença do nosso Reitor, Dr. Ivan Marques de Toledo e de outras autoridades representativas do povo brasileiro e que apoiam a nação síria. Mas os nossos grandes convidados foram os estudantes da Universidade de Brasília, que lotaram o evento com suas queridíssimas auras de juventude e atenção! Jovens de diversos cursos complementaram este encontro com perguntas importantes e um legítimo interesse pelo tema. A meu ver, isso indica que uma geração está passando e outra muito melhor parece surgir: mais informada, mais atenta e humana. A Universidade tem a tarefa maravilhosa de formar e informar estes jovens, e o grupo Estudos Literários Magrebinos Francófonos quer contribuir de perto, de muito perto, com estas luzes sobre o mundo médio oriental, tão presente no Brasil! Afinal são nove milhões de sírios vivndo aqui, 12 milhões de libaneses vivendo em nosso solo, sem contar os palestinos, egipcios, jordanianos, marroquinos, argelinos, enfim...
Segue o vídeo sobre a conferência. Espero que aproveitem e possam estar conosco nas próximas atividades do Grupo.
Cordialmente
Cláudia Falluh Balduino Ferreira





terça-feira, 14 de abril de 2015

"A situação da Síria atual"

Caros leitores, 
Esta é uma ocasião especialíssima para nós, daqui do outro lado do Atlântico, conhecermos a situação da Síria -  este país querido e em guerra, com outros olhos que não o de uma certa mídia viciada e tendenciosa. 
Estão todos convidados para a conferência do Exmo. Sr. Embaixador da Síria, Dr. Ghassan Nseir, na Universidade de Brasília
Não se sente literatura sem sentir o mundo.
Cordialmente
Cláudia Falluh




quinta-feira, 5 de março de 2015

A literatura árabe face ao terror. Receitas de agoniar.

Biblioteca iraquiana destruída.





Nada de novo sob o céu, nada de novo na literatura árabe. Muitas foram as fogueiras que torturaram bibliotecas: das vaidades, de Alexandria, agora de Mossul entre outras... Mas os homens prosseguiram...
Permeada desde a noite dos tempos pelos conflitos humanos, a literatura médio oriental está assentada sobre um mundo que não consegue jogar âncoras nos subsolos da terra e firmar aí definitivamente seus contornos absolutos e intocáveis. Ao contrário, a massa movente das regiões árabes, desde os países do Golfo Pérsico profundo até as falésias do Atlântico, onde o Atlas marroquino mergulha suas bases no poente e a cada século retraça as fronteiras  a régua ou a sangue, tem como companheira fiel a literatura. 
A única lealdade do homem é a palavra poética. Mas são tantos mortos, quem pára para pensar nos livros e na literatura sob os escombros?
A única estrutura que não se desvencilha dos tremores insurgentes das mãos dos facínoras da história é a literatura.
Muitas vezes secreta, resguardada em seus laboratórios ocultos onde os poetas compõem, ela virá a tona muitos anos depois, resguardada que estava das garras dos regimes políticos que calaram sua expressão maior.
Outras vezes ela jaz sob os escombros dos monumentos ancestrais da humanidade, como as atuais ruínas de Nínive, e calam-se aí os poetas iraquianos, muito frágeis para levantar a lage, qual lápides, sobre suas pobres cabeças atordoadas de história e de destruições.
 Mas a literatura não perdeu a vida. Não. Ela vive e respira fragilmente, como vive a literatura síria atual, apesar da catastrófica onda de terror que submerge seus ícones de bizâncio, seus panteões Sumérios manchados doravante pelo sangue das crianças, seus portais e colunatas e eremitérios que não remetem mais à ancestral Palmira ou aos lagos calmos de Bosra, ou aos cumes de Maalula, mas sim, à realidade pungente de uma dor contemplada pelo mundo. E mundo incapaz e também covarde, inepto e cúmplice sardônico dos vassalos do ódio, de fazer algo rumo ao soerguimento de uma cultura, de uma nação, de um povo mergulhado no caos que de certa maneira, vimos nascer sem arrancá-lo pelas raízes. Mas o tempo não aparagá a história.
Daqui do Brasil, contemplo impotente este mundo torturado e em estertores, este mundo árabe que amo, principalmente o mundo sírio, desejando fantasiosamente ver voltar o espírito de Salah u-Din, talvez evocá-lo, talvez incorporá-lo e sair em busca da justiça com um magnífico exército de 'mujahidins' devotos e audazes, corajosos e sensíveis. Qual... Aqui jazo também, espectadora do indizível, respirando com dificuldade os ares do tempo e acreditando piamente, quase desfalecendo, que a coragem e a vergonha do mundo acabaram-se. Estão para sempre jazendo (palavra nítida) em uma fossa comum, sob a  pá de cal do imperialismo e da desonra.