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Brasília, DF, Brazil
Cláudia Falluh Balduino Ferreira é doutora em teoria literária e professora de literatura francesa e magrebina de expressão francesa na Universidade de Brasília. Sua pesquisa sobre a literatura árabe comunga com as fontes do sagrado, da arte, da história e da fenomenologia em busca do sentido e do conhecimento do humano.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Erotismo, liberdade do amor e misticismo em "Un thé au harem de la princesse Lumière"


"Un thé au harem de la princesse Lumière" (Paris: L'Harmattan) é a revelação perfeita da alegria dos sentidos sem remorso. Viver só vale se for por um corpo a corpo frenético, e belos versos, imagens gourmandes ilustram um hedonismo risonho ou exasperado: "Maintenant que la nuit et jeune/ et que nos corps on bu l'explosion". Ao mesmo tempo amante exigente e maternalmente enternecida, a amante está consciente desses "rythmes inégaux et désespérés".
Oriente e ocidente unem-se em uma dupla convocação-evocação ao amor carnal "Je crie ma joie/ dans le sucre délicat de ta langue", ou do amor místico "Oh, nuit généreuse/ laisse-moi être la servante/ De celui qui sert le Donateur".

Para ler só ou... muito bem acompanhado!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

III Jornada Literatura e Espiritualidade. O sagrado em tempos de cólera.


Estimados leitores do Blog Literatura magrebina Francófona, saudações!

Nesses tempos em que homens encolerizados e mergulhados na crença da inutilidade do sagrado e da fé em proveito do nada que julgam ser tudo, realizar a III Jornada Literatura e Espiritualidade é um desafio e uma provocação.
Encontrar as manifestações dos ancestrais ritos e cerimoniais e das emanações de uma profunda fé e respeito do humano ao Uno, de que forma for, nas prosaicas e repetitivas manifestações da tarefa e exercício quotidiano de uma humanidade desalentada pelo fluxo dos dias e pela perda da memoria, é mais que uma provocação e um desafio: é uma singela constatação. Sim, singela e lúcida, quase automática, pois na simplicidade dos desdobramentos de atos e vivência recobertos hoje pela racionalidade suposta e pela exclusão da espiritualidade é que mais forte se encontra a própria espiritualidade... 
A tentativa de conhecer estes meandros de uma contradição que é dito de certeza, é tarefa dos pesquisadores presentes na III Jornada Literatura e Espiritualidade, na Universidade de Brasília.
Um evento do departamento de Teoria Literária e Literaturas e do Programa de Pós-Graduação em Literatura Poslit.




terça-feira, 19 de julho de 2016

III Jornada Literatura e Espiritualidade.


Caríssimos, com a III Jornada Literatura e Espiritualidade chegou novo tempo de colocar em movimento todas as referências sobre o sagrado e a espiritualidade no seio da literatura e fazê-las circular, por sua conta e risco nos ambientes mais inusitados: na violência, no capitalismo, no suposto vazio da ausência, nas construções mais supostamente neutras do símbolo, nas parcelas do coma humano de Deus... Na seara literária revisitada revive-se a aspiração do surgimento de um sentido novo e comum entre literatura e espiritualidade.

Convidados especiais:
Suzi Frankl Sperber, UniCamp: "Manifestação do sagrado no âmbito do Capitalismo".

Dom João Evangelista Martins Terra, Bispo Auxiliar Emérito de Brasília (Prêmio Jabuti), autor de Deus dos indo-europeus. Zeus e a proto-religião dos indo-europeus. Recebeu o prêmio Jabuti. (São Paulo: Loyola). 2001.Os mistérios da vida de Jesus (São Paulo: Editora Ave-Maria). 2009. e Novo Testamento. Edição de Estudos 2ª ed. (São Paulo: Editora Ave-Maria)

A III Jornada acontecerá dia 18 de agosto, na Universidade de Brasília, a partir das 0-8h30 até às 18h, no Auditório I do Instituto de Biologia.
Grande abraço a todos e tudo de bom!

Cláudia Falluh Balduino Ferreira

terça-feira, 3 de maio de 2016

"O primeiro amor é sempre o último" de Tahar Ben Jelloun, agora em espanhol, por Marcos Calligaris.


Cada vez mais a literatura magrebina (Norte Africano, Marrocos, Tunísia e Argélia) alcança os territórios da América do Sul. Especialmente contamos hoje com o lançamento da tradução para o espanhol da obra de Tahar Ben Jelloun "Le premier amour est toujours le dernier", agora com o título em espanhol  "El primer amor es siempre el último" uma publicação de Alción Editora. Esta tradução primorosa foi  feita pelo argentino Marcos Calligaris, e com prefácio de Cláudia Falluh Balduino Ferreira, hoje ela está a venda nas melhores livrarias argentinas!
Tahar Ben Jelloun é um dos maiores escritores marroquinos, cuja obra vasta e numerosa está traduzida em muitos idiomas e já ganhou as mentes daqueles que pensam  mulher, o encontro, a palavra poética munida da força do sagrado e também das profundas contestações da psiqué masculina em torno do feminino, amoroso ou brutal... São dele os romances L'enfant de sable, La nuit sacré, (Prix Goncourt)  Partir, Les yeux baissés e dezenas de outros, além da poesia elegíaca que arremata sua obra.



O jovem e competente tradutor Marcos Calligaris já mostrou a habilidade de sua tradução refinada com "El primer amor es siempre el último". Calligaris acaba de traduzir igualmente "Vu, lu, entendu" do escritor marroquino Driss Chraibi, falecido em 2007. A obra de Driss Chraibi conta atualmente com treze romances de temas variados, cuja escrita desposa os contornos de sua história pessoal contanto-a seja de forma revoltosa como contestadora, seja com humor. Junto com Tahar Ben Jelloun, Driss Chraibi é um dos escritores que mais dá à literatura marroquina de língua francesa o brilho especial com que conta há várias gerações!
Longa vida pois, à literatura marroquina, a Marcos Calligaris e a todos os tradutores que se empenham com sua arte em divulgar as confecções do espírito humano pelo mundo!

Cláudia Falluh Balduino Ferreira
Brasília-Brasil-2016

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Gacetilla Biblioteca Marroquí - Um trabalho magrebino na Argentina!


Estimados leitores, é com muita satisfação que publicamos o acervo da
 Gacetilla Biblioteca Marroquí, sob a organização do poeta e tradutor argentino,  Leandro Calle! Este intenso trablaho realizado pelo poeta intensifica os diálogos entre o Magreb na América do Sul!


Aproveitem!

Gacetilla Biblioteca Marroquí


Biblioteca Marroquí

Dirección de la biblioteca: Leandro Calle
Editorial: Alción Editora (Córdoba) de Juan Carlos Maldonado.

Comienzo: 2011
Títulos publicados:

1)     Los frutos del cuerpo (poesía) de Abdellatif Laâbi. Traducción del francés: Leandro Calle.
2)     Barranda (Nouvelle) de Abdelkader Chaui. Traducción del árabe: Ignacio Ferrando.
3)     África (Teatro) de Roberto Arlt con Introducción de L. Calle.
4)     Leer hoy el Corán (ensayo) de Rachid Benzine. Traducción del francés: L. Calle.
5)     El linaje de la eternidad (poesía). Traducción del árabe: Abdellatif Zénan.
6)     El examen y otros cuentos ceutíes (cuentos) de Mohamed Lahchiri. Con introducción de Cristián Ricci de la Universidad de California.
7)     Antología poética (poesía) de Abdellatif Laâbi. Traducción del francés y postfacio de Leandro Calle.
8)     El primer amor es siempre el último (relatos) de Tahar Ben Jelloun. Traducción del francés de Marcos Caligaris. Prólogo de Cláudia Falluh Balduino Ferreira.

En preparación:

Cuerpo Luz (poesía) de Siham Bouhlal. Traducción del francés de L. Calle.


Intención de la Biblioteca marroquí: fue una propuesta que le hice a Juan Carlos Maldonado dueño y director de Alción Editora y que él acogió muy generosamente. Mi intención personal ha sido abrir las ventanas a nuevas literaturas y nuevas voces. A través de dos viajes a Marruecos, me di cuenta que se conocía poco y nada la literatura marroquí en nuestro país. Y también soy consciente de cierta endogamia y enrarecimiento de la atmósfera literaria que suele haber en el medio. Una manera de ayudar es abrir las ventanas y oxigenar el ambiente.
Todos los autores que han sido publicados son autores reconocidos en Marruecos y en Europa. Por ejemplo, Abdellatif Laâbi es un reconocido intelectual y luchador político. Preso durante la feroz dictadura de Hassan II. Se lo reconoce como uno de los escritores más importantes de expresión francesa en Marruecos. Ganador del premio Goncourt y muchos más. Los dos libros editados en Alción son las primeras ediciones en Argentina y de las primeras que existen en América Latina.
Abdelkader Chaui, está considerado uno de los novelistas más importantes en lengua árabe de Marruecos. Actualmente es Embajador en Chile. Expreso político, sus testimonios y novelas han contribuido a la búsqueda de la justicia en su país. Hace pocos años fue homenajeado en el SILA (Salón Internacional del Libro Africano).
Rachid Benzine es un teólogo islámico de condición moderada y abierta. Sus textos y su persona son permanentemente consultados en Francia en cuestiones del Islam.
Ouidad Ben Moussa y Mohamed Lahchiri son escritores reconocidos, ella en lengua árabe y él en lengua española, habiendo adoptado el español del norte marroquí.

La idea de la Biblioteca Marroquí, es presentar la riqueza y la variedad de la cultura marroquí. El hecho de que aparezca Roberto Arlt entre las publicaciones, es también ver cómo Marruecos ha sido recibido en la escritura de extranjeros y viajeros.
Los escritores pertenecientes a los años 60/70 tienen mucha relación a nivel político con las lecturas y compromisos de escritores latinoamericanos. (Caso Chaui y Laâbi).
La colección comenzó en 2011 y llevamos siete libros publicados. Es un esfuerzo hecho a pulmón entre la editorial y el director de la colección. Si bien anunciamos en preparación el libro de Siham Bouhlal, una poeta especialista en literaturas medievales en La Sorbona, hay muchos libros más en gateras a los que falta ultimar algunos detalles. (Relatos de viajes, cuentos, novela, ensayos, historia y poesía).



Contacto:
Con quien dirige la biblioteca marroquí:

(0351) 152391510

Con la editorial que edita la biblioteca (Juan Carlos Maldonado)


(0351) 4233991

segunda-feira, 4 de abril de 2016

domingo, 10 de janeiro de 2016

A Casa Síria. Memória e ficção como avatares do passado.




   Não é simples contar histórias, por mais que seja antigo ao homem e próprio da sua natureza mimética e conservadora. E digo conservar como quem diz perpetuar ou preservar o vivido. O vivido, a experiência, próprias e dos antepassados é espelho no qual as futuras gerações moldarão o futuro, corrigindo traços, aplicando moldes, retirando ou acrescentando à vida o feitio apropriado ao momento, às vicissitudes e à plenitude da existência. Assim, o presente através do passado molda os seus avatares. 
   O romance A casa síria é um dos avatares de uma família, de um homem e de sua geração presente. Nos relatos das histórias do passado, estão germinadas e eclodidas as sementes do outrora, e projetadas as colheitas que o futuro duvidoso permitirá ou não a eclosão.  
   Quem pode dizer do futuro de uma família hoje? São tempos difíceis, estranhos, em que a incógnita sobre os novos tempos que nos superam prevalece, em que a modernidade nos estrangula avançando rápido e indiferente sobre nossos  sentidos, mal deixando-nos um tempo para refletir sobre esta avalanche, porque este tempo carece ser substituído por mais modernidade. Talvez aqueles que a instituam hoje sentirão necessidade no futuro de pensar sobre a outra onda que virá sobre eles, tal como veio sobre a geração da autora de A casa síria? Terão sensibilidade para saber que se tornaram modernamente antiquados e ultrapassados? Serão altivos o suficiente para dizer a total importância do que fizeram sobre o passado e seu legado sobre as gerações futuras? Quem poderá dizer? 
   Houve um tempo, e assim o digo sentindo o tempo, em que esta preocupação com o futuro ficava muito distante no horizonte... Mas o desejo humano de trazer as verdades de seu presente contidas no passado, são até hoje modernas. Não digo procurar por um tempo perdido, mas procurar por uma vida que germinou através de legados memoriais, vivenciais e expressivos em vozes, sonhos e atos.
   A casa síria é uma história que nasce no século XIX e caminha até o dia de hoje. Em sua composição surgem várias vidas, vários tempos, vário amor.

Vendas em: http://livraria.editorakiron.com.br/a-casa-siria.html